Impotência Sexual

O Dilema da Impotência.
As crises emocionais começam a atormentar os homens após os 40 anos. Embora,


na maioria bem sucedidos, confrontam-se com vários dilemas para serem resolvidos - familiares, profissionais e de saúde - e também problemas de ordem sexual, tais como: ejaculação precoce, dificuldades de ereção, um inexplicável desinteresse pelas mulheres e até estranhas fantasias homossexuais.



Nesse instante, hoje em dia, ele ainda confronta-se com uma grande mudança social - o Feminismo: um movimento de liberação feminina!



Todas as turbulências do "novo" devem ser enfrentadas. Suas inseguranças ficam expostas, sua ignorância também.



Em face da liberação feminina, o homem passou a redefinir seu papel, preocupando-se em conhecer suas características e necessidades reais e em não repetir os padrões estereotipados pré-estabelecidos. E a mulher, ao mesmo tempo, está deixando a passividade para trás.



Devido a estas mudanças e muitas vezes não as entendendo, o homem diante da impotência começa a procura desesperada de uma causa orgânica para seu dilema: exames, check-ups, consultas a especialistas e descobre que fisicamente não há nada de errado.



A partir de um acontecimento corriqueiro, atormenta-se com a hipótese de uma repetição. É como se perdesse a segurança que sempre teve. A partir daí, dependendo da companheira, da fase em que vive, do seu acompanhamento psicológico, começa a desenvolver um quadro de ansiedade. A próxima relação será um teste. Resultado: ejaculação rápida ou perda de ereção pela expectativa.





Definição



Define-se impotência sexual como a incapacidade de obter ou manter uma ereção suficiente para a penetração.



Classificação



Classifica-se, segundo a sua causa, em:



a - Orgânica -(20%) - Arteriogênica, venogênica, neurogênica ou hormoniogênica;



b - Psicogênica- 80%.



Avaliação



Em sua avaliação devemos levar em conta:



O tipo de disfunção sexual;



A resposta a estímulos sexuais;



O tempo de início e a evolução;



A presença do desejo sexual;



A companheira como fonte de atração sexual;



A companheira é colaborativa, no intuito de resolver o problema;



A presença de orgasmo e ejaculação;



Uso de drogas (anti-hipertensivos, álcool, alucinógenos, fumo...);



História de traumas pélvicos e genitais;



Cirurgias anteriores;



Presença de outras doenças (diabetes, hipertensão arterial, hiperlipidemia, arteriosclerose, doença coronária...)



Utiliza-se um teste denominado: Propedêutica Andrológica, onde realizam-se exames físico geral e neurológico e aplicam-se drogas que normalmente provocam a ereção.



A partir desta ereção induzida pelas drogas, na maioria dos casos, chega-se a conclusão que o paciente não apresenta nenhuma alteração orgânica responsável por seus sintomas. Então, o paciente é encaminhado para avaliação psicológica.



Tratamento



Hoje em dia, com os maus resultados obtidos através da realização das cirurgias arterial e venosa, o tratamento nos leva a dois itens basicamente:



Utilização de drogas intra-penianas (auto-aplicação)



Implante de Prótese Peniana





Originalmente, o padrão de tratamento da impotência era o implante de prótese, que oferecia ao paciente uma ereção importante e duradoura, mas requeria cirurgia.



Hoje, os pacientes podem realizar seu tratamento, sem a necessidade de cirurgia - a injeção intra-cavernosa. As aplicações são orientadas e supervisionadas pelo urologista e terapeuta sexual e os pacientes aprendem a controlar a quantidade necessária a ser injetada.



Com o passar do tempo e das aplicações e o supervisionamento psicológico, há uma tendência a diminuição das doses.

 


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